Reflexões sobre o ensino...

maio 31, 2020

O que quero aprender na processo de aprendizagem nas Comunidades de Aprendizagem

Um percurso começa com uma pergunta! Para onde quero ir?
Assim, enquanto embarco no processo formativo que promete mudar a forma interior e exterior da pessoa que sou, muitas questões se levantam. As iniciais são estas, mas mais aparecerão!


Será que consigo aprender a ser diferente? Como? 
Será que o enquadramento legal de Portugal tem a mesma abertura que no Brasil?
Quando estiver a “pregar aos peixes”, como é que não faço figura de parvo? 
Qual a abrangência de idades? Inclui pré-escolar (a partir dos 3 anos)? 
Já houve alguma consideração com os pressupostos americanos da Educação Socioemocional do grupo CASEL (Marc Brackett)?
Já houve alguma consideração com os pressupostos da filosofia Ubunto (em Portugal divulgada pelo Rui Marques IPAV)? Se existe uma sintonia no mundo, como é que remamos ao contrário?

Porque é que me inscrevi na formação de Comunidades de Aprendizagem!

Em primeiro lugar pela referência do José Pacheco. Há mais de 20 anos, enquanto estudante universitário, tentámos visitar a Escola da Ponte, mas fomos “desaconselhados” pela coordenação do curso. Da mesma forma que fui me aproximando e afastando do ensino, fui tendo conhecimento de algumas informações sobre percursos escolares alternativos.

Trabalhei muitas vezes «do lado de fora» da escola, com uma editora de manuais escolares (onde sabia mais sobre a legislação do que a grande maioria dos professores e professoras). Na Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, a frequência escolar é um dos fatores de risco estabelecidos na lei e, muitas vezes a resposta desta escola não é adequada a crianças de contextos em desvantagem.
Fui para professor por convicção, porque sempre achei que podia deixar o mundo um pouco melhor que o encontrei! Tirei o curso e, não tive lugar no mundo do trabalho do ensino, segui outro caminho. Mais à frente chegou a hora de experimentar o ensino e, voltei com tanta vontade que fui tirar um mestrado em educação especial, por achar que é uma parte ainda mais diferente do sistema educativo. Mas, voltou a não haver retorno e, voltei a não ter colocação.
Agora estou do lado de fora da escola, mas a desenvolver projetos de educação socioemocional no pré-escolar! Um projeto extraordinário de prevenção universal, que me despertou para uma escola ainda mais diferente daquela que eu conhecia e, para uma necessidade ainda maior de mudança!
Fui presidente da associação de pais…. Fui presidente do Clube de Patinagem de Vidigueira… Sou pai orgulhoso de duas meninas, uma com 8 e outra com 13!
Não li 1% dos livros de que se fala!
Estou a ler um livro que descreve o encontro de Daniel Goleman (educação emocional) com o Dalai Lama, no Instituto da Mente e da Vida. Começo a pensar que o caminho me preparou para chegar aqui!
#comunidadesdeaprendizagem #aprenizagem #mudaromundo 

Comunidade de Aprendizagem 2020

Eis, que de repente se cumprem as profecias!

Procurando no presente, encontrei no passado a solução. O portefólio iniciado volta a ganhar e vida e a cumprir o seu propósito.

Mais uma volta pelo ensino! 

A formação que inicio no período de quarentena da pandemia do Covid_19, volta a dar forma a desejos antigos.

junho 22, 2010

Conclusão.

Apesar de ter consciência que não retirei todo o potencial da oficina de formação, considero que dei um salto de gigante em termos de metodologia, especialmente com o AP, tendo em consideração que as alterações do aluno ficaram registadas em acta de concelho de turma.
Considero que muito existe ainda a ser feito pelos "alunos", que continuam intrusos neste sistema politicamente aberto a todos.
A inclusão não pode ser um deliberação legislativa, mas "uma estranha forma de vida". Os alunos especiais necessitam, apenas, de um pouco mais de investimento da parte dos professores. Acreditar que o potencial pode ser desenvolvido e fazer dele o ponto de partida para todas as intervenções.
Esta oficina de formação foi-me muito útil quer para o momento actual, para o aluno focado, quer para os outros alunos que acompanho (todos eles com défices de leitura e escrita), quer para o futuro, pois realemente foram abordados aspecto que não tinha em linha de conta nas intervenções saíndo perjudicados eu, e o os alunos.
Deixo apenas a sugestão que este tipo de oficina possa acompanhar o ano lectivo, para abrir ainda mais os horizontes.

Apresentação do portefólio!

"Cheguei à conclusão de que o optimista achava tudo bom menos o pessimista, e o pessimista achava tudo ruim, menos ele mesmo."
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Gilbert Chesterton
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Da apresentação do trabalho sobressaem três eixos fundamentais:

- Deve-se conhecer a meta antes do percurso.
- Inclusão ou intrusão?
- A educação criou uma vasta população capaz de ler, mas incapaz de reconhecer o que vale a pena ser lido.


A nível da construção do portefólio e das práticas diárias continua a ser muito útil o saber onde se quer chegar, porém nem sempre se reflecte realmente sobre a meta. Está instituída aquela meta e todos os participantes chegarão ou não. Creio que o fundamental é repensar tanto no percurso como no objectivo, adequando às necessidades dos alunos que hoje se encontram nos bancos das escola.
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No início da oficina de formação já tinha uma ideia da intrusão que o AP era na turma de 8º ano em que está inserido. Os professores ficaram "assustados" com o problema que a turma tinha logo no início do ano lectivo. Tarefa árdua trazer o aluno do fundo do conforto em que se instalou por ser mal educado, respondão e destabilizador da turma para uma zona de trabalho e de integração ou inclusão como se deseja e convencer os colegas que é possível. Devo reconhercer que no redefinir o tema da motivação e na elaboração de propostas de trabalho mais adequadas ao aluno ficaram a ganhar todos os professores desta turma, uma vez que no final do período, especialmente nas ciencências, o AP chegou a participar em trabalhos de grupos, tendo como tarefa a leitura de um texto, que os colegas pacientemente ouviram ler.
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Como acompanhei a turma toda em várias disciplinas foi possível aplicar o testes NARA II a outros elementos extraindo daí um grave conclusão: a maioria consegue ler dentro do esperado, mas não conseguem retirar significado daquilo que é lido. Daí lançar esta ideia de que na realidade os alunos sabem ler, mas continuam a não saber retirar informação do material lido, o que logicamente influência todas as áreas curriculares e o resto das competências da vida em sociedade.

Daffodil - resumo.wmv

Motivação para as aprendizagens!

"Motivação é a arte de fazer as pessoas fazerem o que você quer que elas façam porque elas o querem fazer"
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Dwight Eisenhower
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Foi fruto da oficina de formação a necessidade de virar o enfoque da motivação e procurar novas fronteiras. Dadas as características do aluno, ao longo do percurso escolar e todos os colegas deste ano insistiam na mesma temática da agricultura, do campo e dos tractores que, como conteúdo a trabalhar na escola, não motiva o aluno.
Assim, numa reflexão mais direccionada sobre os interesses do aluno cheguei à temática do futebol, que agrada ao aluno e é uma área forte em que o AP está lado a lado com os colegas da turma.

Neste sentido e conjugando com as novas tecnologias foi encontrado o jogo
http://www.brasfoot.com/ que após uma análise cuidada foi considera útil para o aluno.
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http://www.scribd.com/doc/33404633/Desmontar-a-Leitura-analise-da-componente-motivacional
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A apresentação superior tenta resumidamente demonstrar a utilidade desta aplicação.
Em suma, foi trabalhada a motivação para a leitura, uma vez que todas as informações estão escritas; a resistência à frustação, uma vez que perde os jogos; o auto-controlo dos comportamentos, uma vez que a progressão no jogo obriga a esperar os tempos de jogo e a passagem de um campeonato para o outro. Mais, começou a existir uma entreajuda entre os pares, pois os colegas também participaram no jogo.

Intervenção - a quarta e última.

"A paixão da leitura é a mais inocente, aprazível e menos dispendiosa."
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Marquês Maricá
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Para completar a intervenção e na recta final do ano lectivo houve a tentativa de elevar as palavras ao conceito.
Assim, foi produzida a ficha de trabalho:
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http://www.scribd.com/doc/33020640/LP-imagens-para-ligar-spc
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Nesta proposta de trabalho houve a tentativa de apelar a estruturas superiores de identificação de imagens com o conceito. O AP teve algumas dificuldades na identificação de imagens/imagens, creio que deveria ter colocado imagem/palavra para permitir ser mais autónomo o trabalho.
Arrisquei este tipo de proposta uma vez que a participação do aluno na turma melhorou substancialmente tendo inclusive participado num trabalho de grupo proposto a Ciências Naturais com a leitura de um excerto durante a apresentação.
A confiança do aluno tem vindo a subir vertiginosamente ao ponto de solicitar a intervenção durante uma das aulas de Espanhol para a realização de um exercício no quadro interactivo.
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Considero que foram poucas as sessões de intervenção, contudo extremamente produtivas para o aluno e para o meu contributo para a escola realmente inclusiva, dado que os professores do AP registaram com agrado a alteração de um "problema" para um aluno.

Intervenção - a terceira.

"A leitura engrandece a alma"
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Voltaire
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Como os resultados foram positivos, foi seguida a mesma linha de intervenção, traduzida na proposta de trabalho:
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http://www.scribd.com/doc/32275903/reeducacao-escrita-jovens-sporting
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É um facto que o aluno desde que consegue realizar as fichas com mais autonomia tem alterado a sua forma de estar em todas as aulas.
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A intensão desta proposta de trabalho é antecipar e trabalhar as palavras de um texto mais complexo.
A leitura do texto final foi um momento muito importante, uma vez que até o próprio aluno se espantou com a velocidade de leitura. Fica a impressão que o aluno voltou a acreditar que com algum esforço conseguirá atingir novas competências.
Apesar das intervenções específicas sejam muito espaçadas, estou em crer que estão a ser muito benéficas para a motivação e investimento do aluno, bem como, para os professores que com ele trabalham.