Em primeiro lugar pela referência do José Pacheco. Há mais de 20 anos, enquanto estudante universitário, tentámos visitar a Escola da Ponte, mas fomos “desaconselhados” pela coordenação do curso. Da mesma forma que fui me aproximando e afastando do ensino, fui tendo conhecimento de algumas informações sobre percursos escolares alternativos.
Trabalhei muitas vezes «do lado de fora» da escola, com uma editora de manuais escolares (onde sabia mais sobre a legislação do que a grande maioria dos professores e professoras). Na Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, a frequência escolar é um dos fatores de risco estabelecidos na lei e, muitas vezes a resposta desta escola não é adequada a crianças de contextos em desvantagem.
Fui para professor por convicção, porque sempre achei que podia deixar o mundo um pouco melhor que o encontrei! Tirei o curso e, não tive lugar no mundo do trabalho do ensino, segui outro caminho. Mais à frente chegou a hora de experimentar o ensino e, voltei com tanta vontade que fui tirar um mestrado em educação especial, por achar que é uma parte ainda mais diferente do sistema educativo. Mas, voltou a não haver retorno e, voltei a não ter colocação.
Agora estou do lado de fora da escola, mas a desenvolver projetos de educação socioemocional no pré-escolar! Um projeto extraordinário de prevenção universal, que me despertou para uma escola ainda mais diferente daquela que eu conhecia e, para uma necessidade ainda maior de mudança!
Fui presidente da associação de pais…. Fui presidente do Clube de Patinagem de Vidigueira… Sou pai orgulhoso de duas meninas, uma com 8 e outra com 13!
Não li 1% dos livros de que se fala!
Estou a ler um livro que descreve o encontro de Daniel Goleman (educação emocional) com o Dalai Lama, no Instituto da Mente e da Vida. Começo a pensar que o caminho me preparou para chegar aqui!
#comunidadesdeaprendizagem #aprenizagem #mudaromundo
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